quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Beth Carvalho: Canta: O Samba da Bahia: Ao Vivo - Duplo

Beth Carvalho: Canta o Samba da Bahia é o registro ao vivo das duas noites especiais (dias 22 e 23 de agosto de 2006) que emocionaram a artista, seus convidados e o público soteropolitano. No repertório, grandes sucessos com participações mais que especiais de Danilo Caymmi, Daniela Mercury, Carlinhos Brown, Armandinho, Gilberto Gil, Margareth Menezes, Caetano Veloso, entre outros.
Faixas:
 1. Quem Samba Fica
2. O Samba da Minha Terra
3. João Valentão
4. Maracangalha
5. Chiclete com Banana
6. Hora da Razão
7. Cada Macaco no seu Galho
8. Vá Morar com o Diabo
9. Mancada
10. Cheguei Mais Tarde / Eu Não Tenho Onde Morar / Isto é Bom
11. Marinheiro Só / Sereia / A Flor da Laranjeira
12. O Guarda Civil
13. Tava na Beira do Rio
14. O Galo Cantou
15. Moinho da Bahia Queimou
16. Raiz
17. Ilha da Maré
18. O Ouro e a Madeira
19. Siriê
20. Agradecer e Abraçar
21. Dindinha Lua
22. Filho da Bahia
23. De Manhã
24. Suíte dos Pescadores
25. Desde Que o Samba é Samba
26. Brasil Pandeiro
27. Verdade
28. Samba Pras Moças
29. Ê Baiana
30. Oração de Mãe Menininha

CD
1. Ilha de Maré
2. Raiz
3. Pot-Pourri de Sambas de Roda I
4. Pot-Pourri de Sambas de Roda II
5. Maracangalha
6. Chiclete com Banana
7. Cada Macaco no Seu Galho
8. Hora da Razão
9. O Ouro e a Madeira
10. Agradecer e Abraçar
11. Mancada
12. Dindinha Lua
13. De Manhã
14. Desde Que o Samba é Samba
15. Brasil Pandeiro
16. Verdade
17. Samba Pras Moças
18. Ê Baiana
 

Dudu Nobre - Os mais lindos sambas enredo de todos os tempos.

 Dudu Nobre lança um álbum que passa em revista 12 sambas-enredo que marcaram o carnaval carioca desde as priscas eras de 1964. O repertório do DVD, lapidado pela sapiência do gosto popular, relembra momentos de genialidade e registra a simplicidade de temas de profunda empatia com o público. Além disso, passeia pelos elementos-chave de cada maneira de fazer samba-enredo, como o lirismo da Portela em 1970, o épico da Imperatriz em 1989, a brasilidade da Vila Isabel em 1988 e o encantamento da Mocidade em 1992. Este álbum preserva as tradições da nossa verdadeira música e marca a estréia do sambista na Universal Music, em uma produção dirigida pelo mestre Rildo Hora. Além de Rildo, assinam os arranjos craques como Jota Moraes, Ivan Paulo e Leonardo Bruno, garantindo tratamento de luxo ao samba.
Faixas do DVD:
1. Batucada - Instrumental
2. É Hoje - 'União Da Ilha Do Governador 1982'
3. Liberdade, Liberdade Abre As Asas Sobre Nós - ' Imperatriz Leopoldinense 1989'
4. Kizombra - 'Vila Isabel 1988'
5. Menininha Do Gantois - 'Imperatriz Leopoldinense 1989'
6. Festa Do Círio De Nazaré - 'Estácio De Sá 1975'
7. Pot Pourri: A) Contos De Areia - 'Portela 1984' / B) Ilu Ayê (Terra Da Vida) - 'Portela 1975'
8. Domingo - 'União Da Ilha Do Governador 1977'
9. 33 Destino D. Pedro Ii - 'Em Cima Da Hora 1984'
10. E Eles Verão A Deus - 'Unidos Da Ponte 1983'
11. Bateria De Primeira - Instrumental
12. Heróis Da Liberdade - 'Império Serrano 1969'
13. Bum, Bum Paticubum Prugurundum - 'Império Serrano 1982'
14. Os Sertões - 'Em Cima Da Hora 1976'
15. Sonho De Um Sonho - 'Vila Isabel 1980'
16. Sonhar Não Custa Nada - 'Mocidade Independente Padre Miguel 1992'
17. Pot Pourri: A) Sonha Com O Rei Dá Leão 'Beija-Flor De Nilóplis 1976' / B) A Grande Constelação Das Estrelas Negras 'Beija-Flor De Nilópolis 1983'
18. 100 Anos De Liberdade, Realidade É Ilusão - 'Estação Primeira De Mangueira 1988'
19. Bahia De Todos Os Deuses - 'Acadêmicos Do Salgueiro 1969'
20. O Amanhã - 'União Da Ilha Do Governador 1978'
21. Pot Porri: A)O Tititi Do Sapoty 'Estácio De Sá 1987' / B) Festa Para Um Rei Negro (Pega No Ganzé Samba Reizado) -'Acadêmicos Do Salgueiro 1971' - C) Peguei Um Ita No Norte 'Acadêmicos Do Salgueiro 1993'
22. Aquarela Brasileira -  'Império Serrano 1964'
23. No Batuque, No Suingue 'Instrumental'

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Bezerra da Silva - Zona Leste Somos Nós

Está tudo aí
Para você curtir
Do largo do peixe
À sapucaí
Vem
Enxugar seu pranto
Nesse manto azul e branco
Que alberto alves criou
E o poeta paulistinha
Assim falou
(zona leste somos nós)
Zona leste somos nós
Lutando com galhardia
Zona leste somos nós
O lirismo e a própria poesia
Salve o corinthians
O campeão dos campeões
Adoniram querido
Saudosa maloca
Transborda emoções
E lá na central
O suburbano vem
Chaqualhando a tristeza
No balanço do trem
Vila esperança
Que saudade dos antigos carnavais
Das batalhas de confete
Desfiles de fantasias
Que não voltam mais
Vila matilde
Das batucadas imortais
Da tiririca
Velha guarda querida
Jovem guarda
É a toco triunfal.

MPB4 - Pot purri Ismael Silva

Nem É Bom Falar (Ismael Silva / Nilton Bastos / Francisco Alves)
Antonico (Ismael Silva)
Se Você Jurar (Ismael Silva / Nilton Bastos / Francisco Alves)

Faixa do LP "Antologia do samba" (Philips, 1974)

Chico Faria e Ruy Faria - Deixe a Menina

Não é por estar na sua presença
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Eu não queria jogar confete
Mas tenho que dizer
Cê tá de lascar
Cê tá de doer
E se vai continuar enrustido
Com essa cara de marido
A moça é capaz de se aborrecer

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis
Por isso para o seu bem
Ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem

Não sei se é para ficar exultante
Meu querido rapaz
Mas aqui ninguém o agüenta mais
São três horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Não é por estar na sua presença
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São seis horas o samba tá quente
Deixe a morena com a gente
Deixe a menina sambar em paz

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Jamelão

Um carioca nascido em 1913, em São Cristóvão, que começou a ganhar a vida aos 9 anos como pequeno jornaleiro, estabeleceu-se entre os mais importantes da MPB.
Quase ninguém o conhece pelo nome de batismo, José Bispo Clementino dos Santos. Mas o apelido Jamelão - que ganhou na gafieira Jardim do Meyer, um dos muitos endereços de seu aprendizado de "crooner" - carimba desempenhos antológicos no samba-canção, partido - alto e samba-enredo, para citar apenas três territórios dominados pelo bronze cortante de sua voz.
Um colega jornaleiro, o lendário compositor Gradim, amigo de Cartola e Carlos Cachaça, o apresentou na Mangueira, apesar dele ter iniciado a trajetória de sambista acompanhando a mãe, D. Benvinda, que saía na Escola Deixa Malhar, no Engenho Novo.
O esperto moleque, então apelidado Saruê, ralou como operário antes de começar a escalada de cantor de gafieira.
Além da mencionada Jardim do Meyer, passou pela Fogão, de Vila Isabel, Cigarra e Tupi.
Entre os "dancings"(uma espécie de gafieira mais sofisticada com "taxi-girls", que picotavam o bilhete ao bailar com os clientes) soltou o gogó no El Dorado, Farolito, Avenida, Samba-Danças, Brasil e Belas Artes.
Uma odisséia até começar a gravar no fim da década de 40, após vestibular em diversos programas de calouros do rádio (incluindo o célebre "Calouros em desfile", de Ary Barroso) e vencer um concurso da extinta Rádio Clube do Brasil, que finalmente e contratou por um ano.
Até então, ele ainda lutava por um lugar ao som, contentando-se em substituir seu padrinho Onéssimo Gomes e até o rei da voz Francisco Alves.

Jamelão também demorou para decolar em disco, o que só aconteceria a partir de seu ingresso na gravadora Continental, onde gravou em 1954 um compositor iniciante, o Zé Keti (1921-1999) de "Leviana", incluído nessa seleção.
Pouco depois, ele tomaria o carnaval com o hino em forma de samba "Exaltação à Mangueira"(Enéas Brittes/Aloísio Augusto da Costa), até hoje sinônimo da escola verde-e-rosa.
E em 1956, daria uma interpretação altamente pessoal ao samba-canção "Folhas mortas" de Ary Barroso, outro grande sucesso popular que abriria sua carreira a uma dupla vertente de raro equilíbrio entre o romantismo e o ritmo.
Antes do domínio completo do samba-enredo nos carnavais, Jamelão emplacava na folia belas melodias, como a de "Eu agora sou feliz", assinada junto com Mestre Gato.
Da fossa pré-moderna do cronista Antonio Maria (1921-1964) em "Pense em mim"(nada a ver com o "hit" sertanejo) ao partido-alto emblemático "Quem samba fica", em parceria com o baiano Tião Motorista (1927-1996), Jamelão expandiu seus limites, escolado na diversidade de repertório habitual ao "crooner".

A afinidade com o cancioneiro de sentimentalismo dolorido de Lupicínio Rodrigues (1914-1974), geralmente escudado nos metais da Orquestra Tabajara, do maestro Severino Araújo, também balizou seu repertório.
Nessa seleção entram do Dostoievski gaúcho "Esses moços (pobre moços)", "Homenagem", "Vingança" e "Dona divergência" (com Felisberto Martins), todos épicos da guerra conjugal tratados por Jamelão com contenção estilística e sem derramamento.
Ele também brilha no afro-samba "Timbó"(Ramon Russo), repescado recentemente no disco de estréia do grupo Farofa Carioca, além dos sambas-enredo de esmerada confecção dos mangueirenses Padeirinho ("O grande presidente") e Nelson Sargento (com Jamelão e Alfredo Lourenço) e da dupla do Império Serrano, Silas de oliveira e Mano Décio da Viola ("Apoteose ao samba").
O catedrático Jamelão, mesmo mangueirense roxo, também é ecumênico em matéria de escolhas de samba.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Zezé Motta

Maria José Motta nasceu em Campos, RJ, em 27 de junho de 1944. Transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro aos dois anos de idade. Estudou no Tablado, curso de teatro de Maria Clara Machado.

Começou sua carreira como atriz em 1967, estrelando a peça "Roda-viva", de Chico Buarque, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa. Atuou, a seguir, em "Fígaro, Fígaro", "Arena conta Zumbi", "A vida escrachada de Joana Martine e Baby Stompanato", em 1969, "Orfeu negro", em 1972, e "Godspell", em 1974, entre outras.

Iniciou sua carreira de cantora em 1971, apresentando-se como crooner das casas noturnas Balacobaco e Telecoteco (SP). Produzida por Guilherme Araújo, apresentou-se em show realizado no Museu de Arte Moderna (RJ).

Em 1975, gravou, com Gerson Conrad, o LP "Gerson Conrad e Zezé Motta".

Ainda na década de 1970, lançou os LPs "Zezé Motta" (1978) e "Negritude" (1979).

Na década de 1980, lançou os LPs "Dengo" (1980), "Frágil força" (1985), e, com Paulo Moura, Djalma Correia e Jorge Degas, "Quarteto negro" (1987).

Em 1995, gravou o CD "Chave dos segredos".

Apresentou-se, representando o Brasil, a convite do Itamaraty, em Hannover (Alemanha), Carnegie Hall de Nova York (EUA), França, Venezuela, México, Chile, Argentina, Angola e Portugal.

Como atriz, participou dos filmes "A rainha diaba", "Vai trabalhar vagabundo", "A força de Xangô", "Xica da Silva", filme que a consagrou internacionalmente e pelo qual recebeu vários prêmios, "Tudo bem", "Águia na cabeça", "Quilombo", "Jubiabá", "Anjos da noite", "Sonhos de menina-moça", "Natal da Portela", "Prisioneiro do Rio", "El mestiço", "Dias melhores virão", "Tieta", "O testamento do sr. Napumoceno" e "Orfeu".

Em televisão, atuou nas novelas "Corpo a corpo", "Pacto de sangue", "A próxima vítima" e "Corpo dourado" e nas minisséries "Memorial de Maria Moura" e "Chiquinha Gonzaga", da Rede Globo, nas novelas "Kananga do Japão" e "Xica da Silva", e na minissérie "Mãe-de-santo", da Rede Manchete.

Em 2000, lançou o CD "Divina saudade", interpretando o repertório de Elizeth Cardoso, com arranjos e produção musical de Roberto Menescal e Flávio Mendes. Realizou show homônimo pelo Brasil, entre 2000 e 2002.

Em julho de 2002, apresentou o espetáculo no Canecão, no Rio de Janeiro.

Destacam-se, entre seus maiores sucessos como cantora, suas gravações de "Dores de amores" e "Magrelinha", canções de Luiz Melodia, "Trocando em miúdos" (Chico Buarque e Francis Hime), "Prazer Zezé" (Rita Lee e Roberto de Carvalho), "Crioula" (Moraes Moreira) e "Senhora Liberdade" (Wilson Moreira e Nei Lopes).

Beth Carvalho: Canta: O Samba da Bahia: Ao Vivo - Duplo

Beth Carvalho: Canta o Samba da Bahia é o registro ao vivo das duas noites especiais (dias 22 e 23 de agosto de 2006) que emocionaram a ar...